quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

a nuvem no meu quintal

«és como uma nuvem ao sabor do vento e te vais esfumando.
ainda que a tua vontade seja ficar,
não consegues evitar a força atroz que te impele para longe...
tão longe!
ainda que tivesses uma âncora e a quisesses fundear no meu quintal,
esse sopro cruel arrancar-te-ia da terra.
porque a terra do meu quintal não é assim tão forte que te possa prender.
as tuas raízes são etéreas de mais,
e ainda que o meu quintal fosse constituído pelas terras mais raras e férteis,
o teu voo seria sempre imparável.
ou não.
porventura, conseguirei eu fechar todas as portas da Terra e assim parar o vento?...
talvez o sopro cesse e tu caias no meu quintal, oh nuvem!»
erc
30.01.2014


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